Mais do que saber conteúdos, estudantes precisam desenvolver habilidades e competências

Escolas devem olhar para a educação de hoje, no contexto da revolução digital, e ver se os estudantes estão sendo preparados de maneira adequada para os desafios do futuro
Escolas precisam trabalhar habilidades e competências com os estudantes

Pensar sobre o mercado de trabalho no futuro significa refletir sobre as demandas que os empregadores vão ter e qual será o ambiente em que os profissionais vão trabalhar. “A partir disso, as escolas devem olhar para a educação de hoje e ver se os estudantes que estão na sala de aula atualmente estão sendo preparados de maneira adequada para esse cenário”, diz Fernando Shayer, um dos cofundadores e CEO da Camino Education.

Segundo ele, é preciso fazer essa discussão à luz da revolução digital e do seu principal impacto, que é o fato de as informações e os conteúdos estarem cada vez mais disponíveis e de graça. “Se você pegar o seu smartphone e perguntar qual a capital da Bahia ou quanto é 5 mais 5, ele vai responder imediatamente. E com o machine learning e a inteligência artificial, cada vez mais as máquinas serão capazes de trabalhar com grande quantidade de dados, organizá-los e transformá-los em informações úteis e personalizadas.”

Shayer observa que no sistema de educação que foi desenhado para a Revolução Industrial e não para a revolução digital, e que vigora ainda hoje, o grande objetivo da escola era formar alguém que soubesse muitos conteúdos. “Os estudantes eram avaliados pelo quanto eles conheciam de história, geografia, ciências, etc. Mas hoje, se ele for um ótimo aluno e souber todos os conteúdos, ainda assim ele vai perder para as máquinas no futuro.”

Habilidades e competências para aplicar os aprendizados na prática

Assim, o que vai se exigir, de acordo com o diretor, é algo adicional aos conteúdos — que o estudante saiba aplicá-los na vida real, na solução de problemas, fazendo pesquisas, criando hipóteses e refletindo sobre essas questões. E ele vai fazer isso junto com outras pessoas, que podem estar em qualquer lugar do mundo, de maneira criativa e colaborativa, usando as máquinas como parceiras. 

“Em vez de você ter que saber apenas que a capital da Venezuela é Caracas, porque isso o computador já nos diz, você vai ser treinado para pensar como eu recebo melhor os refugiados venezuelanos no Brasil. Esse é um problema da vida real que afeta quem mora em uma cidade que tem esse tipo de migração. Lá na frente, a demanda da escola vai ser mais do que conteúdos, vai ser de habilidades e de competências, e hoje ela já tem que saber entregar isso.”

Shayer aponta que o mundo inteiro está migrando, do ponto de vista educacional, de uma educação baseada em conteúdo para uma educação baseada em competências mais conteúdos. “É isso que se discute no Fórum Econômico Mundial. O futuro dos empregos e do trabalho se baseia no desenvolvimento de competências.”

Ele conta que a Camino Education faz parte da Global Innovators Community, fórum de lideranças que reúne empresas do mundo inteiro e discute justamente como será o mercado de trabalho e os seus reflexos nos diversos países e continentes.

“Nessa comunidade, além de grandes empresas, há também as pequenas, em particular de educação, e nós estamos participando ao lado dessas empresas novas que, na perspectiva deles, têm uma visão e uma tecnologia diferenciada para o futuro e capacidade de contribuir para esse debate”, afirma. “A ideia também é formular políticas e ações em relação ao que esses jovens devem ter hoje para que possam lidar com os desafios do futuro e ter sustentabilidade nas suas vidas pessoal e profissional.”

Para saber mais sobre a Camino Education e suas soluções educacionais, como a plataforma Cloe e a escola de referência localizada na zona Oeste de São Paulo/SP, Camino School, acesse o site.

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